domingo, 25 de novembro de 2012

Fundamento Sócio-Antropológico Da Educação


QUESTÕES:

1 - O que é senso comum?

R: Senso comum- percepção - é uma idéia geral, serve como experiência, sem validade científica, sem fundamento, mas deve ser descartada da sociologia para uma investigação científica.

2 - Enquanto ciência, como se define a Sociologia e qual o seu objeto de estudo?

R: A sociologia se define em tentar entender as partes para compreender o todo (complexidade das relações sociais) o objeto da sociologia, constitui-se historicamente como o conjunto de relacionamentos que os homens estabelecem entre si na vida em sociedade­, relação de cooperação, conflito, interdependência, etc.

3 - O que significa dizer que a Sociologia é não-normativa?

R: Por não estabelecer regras a serem seguidas pela sociedade e serem mudadas com passar do tempo.

4 – O que se entende por neutralidade valorativa na Sociologia?

R: não faz julgamentos morais. Sendo assim neutro em suas percepções.

5 - Identifique e explique as três características do fato social na teoria sociológica de Émile Durkheim.

R: Generalidade: comum aos membros da sociedade ou dos grupos sociais, que se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles.

Exterioridade: dado pelas condições exteriores em que se encontra independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente, ou seja, são exteriores aos indivíduos

Coercitividade: Os indivíduos se sentem obrigados a repetir os padrões de comportamento, levando-os a conformar-se às regras da sociedade em que vivem independentemente de sua vontade e escolha.

6 - Em que, segundo Max Weber, a ação social é diferente dos fenômenos naturais (ação física)?

R: Para Weber, a ação social:

“Significa uma ação que, quando ao sentido visado pelo agente ou os
agentes, se refere ao comportamento de outros, orientando-se por este
em seu curso”.

Nem toda ação física é ação social, ela só passa a ser ação social se
existe alguma ação orientada a evitar ou modificar um fenômeno
natural, ou ações posteriores que venha a modificar ou alterar os
efeitos de um fenômeno natural.

7 – O que determina a organização social segundo o pensamento de Karl Marx?

R: Para Karl Marx, as condições materiais de toda a sociedade condicionam as demais relações sociais, ou seja, para viver os homens têm de, inicialmente, transformar a natureza, isso é comer, construir abrigos, fabricar utensílios, etc.

8 – O que são as classes sociais na teoria marxista?

R: Segundo ele na sociedade capitalista as relações sociais de produção definem dois grupos dentro da sociedade: de um lado os capitalistas, que são aquelas pessoas que possuem os meios de produção (maquinas ferramentas, capital, etc.). Grupo de indivíduos que ocupam uma mesma posição nas relações de produção em determinada sociedade

9 – Segundo Marx, o que garante a desigualdade nas relações de produção e de classe?

R: O capitalista pago ao trabalhador para que trabalhe para ele e, no final da produção, fica com o lucro. Esse tipo de relação entre capitalista e trabalhador leva a exploração do trabalhador pelo capitalista

Na relação de classes é o exemplo da greve: patrão e empregado são amigos, mas no momento da greve, eles ficam em lados opostos, por pertencerem a classes diferentes

Paulo Freire

Paulo Freire (recife, 19 de setembro de 1921 - São Paulo, 2 de maio de1997) foi um educador brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia critica. 

Biografia 

Paulo Reglus Neves Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de ensino. 

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio. 

O educador apresentou uma síntese inovadora das mais importantes correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos. 

A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart. 
Primeiros trabalhos 

Freire entrou para a universidade de recife em1943, para cursar a faculdade de direito, mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em1944, casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois trabalharam juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos. 

Em1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da teologia da libertação. Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, em1962, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do método Paulo freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num plano nacional de alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País. 

Em1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a organização das nações unidas para a agricultura e a alimentação. Em1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, educação como pratica da liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira, com a qual o Freire concorrera, em 1959, à cadeira de História e Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do Recife. 

O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da universidade Harvard em1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, pedagogia do oprimido, que foi publicado em varias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970), e até o hebraico (em 1981). Por ocasião da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire, ele não foi publicado no Brasil até1974, quando o general Geisel tomou o controle do Brasil e iniciou um processo estratégico de abertura política. 

Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para genebra, na suiça, para trabalhar como consultor educacional para o Conselho Mundial de Igrejas. Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em colônias portuguesas na africa, particularmente na Guine- Bissau em moçambique. 

Em 1979 Freire já podia retornar ao Brasil, mas só voltou em1980. Filiou-se ao partido dos trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de1988, para a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA- Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de educação de jovens e adultos que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de governo. 

Em1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em1988, o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo Freire, conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida muito antiga era sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP. 

Em 1991 foi fundado em São Paulo oinstituto Paulo freire, para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação brasileira e mundial. 

Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no hospital Albert Heinst, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias. 
A Pedagogia da Libertação 

Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do terceiro mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os da comunidade eclesiais de base (CEB). 

No entanto, a obra de Paulo Freire ultrapassa esse espaço e atinge toda a educação, sempre com o conceito básico de que não existe uma educação neutra: segundo a sua visão, toda a educação é, em si, política. 


Obras 
1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco). 
1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p. 
1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma. 
1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p). 
1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p. 
1970: Pedagogia do oprimido. New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.). 
1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p. 
1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987). 
1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p. 
1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p. 
1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola. 
1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p. 
1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé. 
1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p. 
1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 
1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 
1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo). 
1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9). 
1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p. 
1983: Cultura popular, educação popular. 
1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição 
1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus. 
1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19). 
1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes. 
1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes. 
1990: Conversando con educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva. 
1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 
1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p. 
1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p. 
1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d'água. (6 ed. 1995), 127 p. 
1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p. 
1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p. 
1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição. 
1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d'água, 120 p. 
1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez. 
1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição. 
1996: pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 
2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Funções de Linguagem

A maneira de cada autor se expressar varia. O que provoca essa diversificação é o objetivo de cada emissor que organiza sua mensagem utilizando uma fala específica. Portanto, cada mensagem tem uma função predominante, de acordo com o objetivo do emissor.

FUNÇÃO REFERENCIAL OU DENOTATIVA: traduz objetivamente a realidade exterior do emissor. É objetiva, não admite mais de uma realidade exterior do emissor. É objetiva, não admite mais de uma interpretação.

Ex.: O congresso da mulher reage a discriminações

O 2° Congresso da Mulher Paulista começou ontem às 10 horas e será encerrado hoje, na Pontifícia universidade católica, com cerca de três mil participantes _ o triplo do número de adesões do ano passado. O objetivo básico é comemorar o Dia Internacional da Mulher, com debates sobre a discriminação que ela sofre na sociedade, como assalariada, dona-de-casa e mãe. (Folha se S. Paulo, 09-03-80.p.1)

FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA : traduz opiniões e emoções do emissor.

Não adianta nem tentar

me esquecer

Durante muito tempo em sua vida

Eu vou viver

Detalhes tão pequenos de nós dois

São coisas muito grandes pra esquecer

E a toda hora vão estar presentes

Você vai ver

[...]

Eu sei que um outro deve estar falando

ao seu ouvido

Palavras de amor como eu falei

Mas eu duvido

Duvido que ele tenha tanto amor

E até os erros do meu português ruim

E nessa hora você vai

Vai lembrar de mim

[...]

Se alguém tocar seu corpo como eu

Não diga nada

Não vá dizer meu nome sem querer

À pessoa errada

Pensando ter amor nesse momento

Desesperada você tenta até o fim

E até nesse momento você vai

Vai lembrar de mim

[...]




FUNÇÃO FÁTICA: tem por objetivo prolongar o contato com o receptor. Caracteriza-se pela repetição de termos – certo? Entende? Não é?...

Ex.: E você o que acha do movimento de libertação feminina?

- olha no meu ponto de vista, sabe, a mulher tipo liberada, sabe, é... bem... como eu estava dizendo, a mulher liberada, fala, isto é, discute, sabe, como é, né? Entendeu bem, no final das contas, você percebe, né, acho que esse tipo de mulher é isso aí.


FUNÇÃO CONATIVA OU APELATIVA: O objetivo é de influenciar, convencer o receptor de alguma coisa por meio de uma ordem (uso de vocativos), sugestão, convite ou apelo (daí o nome da função). Os verbos costumam estar no imperativo (Compre! Faça!) ou conjugados na 2ª ou 3ª pessoa (Você não pode perder! Ele vai melhorar seu desempenho!). Esse tipo de função é muito comum em textos publicitários, em discursos políticos ou de autoridade.

Por exemplo: Não perca a chance de ir ao cinema pagando menos!

Função metalinguística: Essa função refere-se à metalinguagem, que é quando o emissor explica um código usando o próprio código. Quando um poema fala da própria ação de se fazer um poema, por exemplo. EX: Mulher (do lat. muliere)s.f 1. Pessoa do sexo feminino após a puberdade. (Aum. Mulherão, Mulheraça, Mulherona).

Função poética: O objetivo do emissor é expressar seus sentimentos através de textos que podem ser enfatizados por meio das formas das palavras, da sonoridade, do ritmo, além de elaborar novas possibilidades de combinações dos signos lingüísticos. É presente em textos literários, publicitários e em letras de música.

EX: A mulher que passa é- uma descrição subjetiva da mulher


Meu Deus, eu quero a mulher que passa.

Seu dorso frio é um campo de lírios

Tem sete cores nos seus cabelos

Sete esperanças na boca fresca!


Oh! como és linda, mulher que passas

Que me sacias e suplicias

Dentro das noites, dentro dos dias!


Teus sentimentos são poesia

Teus sofrimentos, melancolia.

Teus pêlos leves são relva boa

Fresca e macia.

Teus belos braços são cisnes mansos

Longe das vozes da ventania.


Meu Deus, eu quero a mulher que passa!


Embora seja mais comum na poesia, essa função pode aparecer em qualquer tipo de mensagem linguistica


Proverbio- "Sua alma, sua palma"


Propaganda- "Viaje Bem, Viaje. Vasp"